Como chegar lá!

credit leasing mortgageQuem não gostaria de ser rico? Comprar tudo o que quer, viajar a todos os lugares, comer nos melhores restaurantes todos os dias. Apesar de distante, esse sonho é possível. Porém alguns deslizes, erros ou não aproveitar algumas oportunidades podem tirá-lo deste caminho. Separamos algumas dicas do contabilista e educador financeiro Ricardo Pereira, do portal Dinheirama, para que você alcance a sua riqueza e desfrute das melhores coisas.

1) Não aproveitar a alta taxa de juros. Boa parte dos brasileiros ainda associa  investimentos exclusivamente à caderneta de poupança. O educador afirma que hoje já existem fundos de renda fixa que oferecem rentabilidades melhores que a poupança dependendo de sua taxa de administração (até 1,5% ao mês).

Outro investimento que chama a atenção e que oferece rentabilidades interessantes, segundo ele, é o Tesouro Direto. “O investidor pode montar uma estratégia levando em consideração os cenários de inflação e política de juros.” Segundo ele, o importante é descobrir que existem boas oportunidades que podem diminuir perdas em relação à inflação e conseguir bons rendimentos.

2) Não ter uma reserva de emergência. A reserva de emergência precisa ficar separada dos demais investimentos. Não pode ser confundida com investimentos. Os objetivos de aplicações são ligados a aposentadoria, compra de um imóvel, viagem etc.

Quem não cria a reserva de emergência pode acabar sabotando a realização desses objetivos para suprir necessidades emergenciais no caso de perda de emprego ou doença, por exemplo. A sugestão do educador é que esse dinheiro fique em um produto longe de riscos e fácil de ser resgatado a qualquer momento, como a caderneta de poupança.

3) Considerar carro como investimento. O erro aqui está no fato de a compra do carro normalmente ser uma decisão muito emocional. “Decisões financeiras tomadas no calor da emoção são sempre terríveis para o bolso”, diz.  O carro, porém, é um item de despesa que vai trazer além das parcelas (em um possível financiamento), uma família de gastos: combustível, impostos, seguro, estacionamento, manutenções, depreciação do bem etc. A dica é fazer as contas e verificar o tamanho dos gastos para decidir se o carro pode ser comprado ou não.

4) Não falar de finanças com o parceiro. O principal erro dos casais é não dar importância ao tema dinheiro logo no início da relação. “Normalmente, o assunto vem à tona quando o problema já está muito grave”, diz.

Para o educador, o melhor caminho é manter um diálogo sobre as finanças do casal para que possam definir, em conjunto, os objetivos para o futuro. Se apenas um dos parceiros cuidar das finanças e tiver problemas, isso pode trazer desgaste e perda de confiança entre o casal.

5) Sempre financiar os sonhos de consumo. Usar linhas de crédito como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito para financiar a compra de bens de consumo é um erro. O educador diz que o pior erro é consumir sem planejar.

O financiamento pode ser uma boa alternativa para a criação de patrimônio, como no caso do financiamento de imóveis, mas não pode ser usado para qualquer sonho de consumo. O ideal é poupar para comprar à vista ou financiar o mínimo possível.

6) Não aprender com seus erros. Muitas vezes as pessoas tomam decisões financeiras erradas sem perceberam. Um exemplo é ficar pendurado no rotativo do cartão de crédito pagando um juro médio de 232% ao ano (segundo pesquisa da Anefac – Associação Nacional dos Executivos em Finanças, Administração e Contabilidade, de maio/14) e ao mesmo tempo mantendo dinheiro guardado na poupança, cuja rentabilidade é menor que 7% ao ano. É importante ficar atento para ver se não está perdendo dinheiro ao tomar esse tipo de decisão.

7) Achar que o gerente do banco é o melhor conselheiro de finanças. Ricardo Pereira diz que, muitas vezes, o gerente do banco funciona mais como um vendedor que tem metas a cumprir e indica produtos que podem não ser adequados ao perfil do investidor.

Um exemplo é indicar títulos de capitalização como investimento, quando, na verdade, esse produto funciona mais como uma loteria.  “A dica aqui é passar a se interessar mais sobre finanças e investimentos para que a conversa com o gerente se dê em um nível diferente. É fundamental chegar ao gerente sabendo o que quer, e não o contrário.”

8) Não investir porque não sobra dinheiro. A estratégia correta é investir assim que recebe o salário e ajustar as despesas para o que sobra. Se alguém constantemente gasta mais do que ganha fica claro que essa pessoa tem um padrão de vida maior do que ela pode.

Nesse caso, é preciso ajustar esse padrão para uma realidade que permita que ela poupe ao menos 10% da renda para investir.

9) Não se informar sobre finanças pessoais. Para o educador, muitas pessoas pensam nas finanças como faziam seus avós: associam investimento à caderneta de poupança.

No entanto, novos produtos surgem todos os dias e é indispensável sair da zona de conforto para garimpar as boas oportunidades. “Ler sites, blogs, revistas, livros e investir em cursos é um esforço que, no decorrer do tempo, faz muita diferença”, diz.

10) Acreditar em esquemas rápidos para enriquecer.  Diz o ditado que, quando a esmola é grande, o santo desconfia. “As pessoas precisam perceber que ninguém fica rico com investimentos da noite para o dia (a não ser se ganhar na loteria, receber uma herança).

Fonte: http://economia.uol.com.br/financas-pessoais/noticias/redacao/2014/07/01/10-erros-que-atrapalham-seu-sonho-de-ficar-rico.htm#fotoNav=1

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